segunda-feira, 8 de agosto de 2016

ATIVIDADE FÍSICA PERMANENTE

ATIVIDADE FÍSICA PERMANENTE – EFEITOS NO ORGANISMO

       Os principais efeitos benéficos da atividade física e do exercício descritos na literatura estão relacionados a seguir.
       Efeitos antropométricos e neuromusculares – Diminuição da gordura corporal, incremento da força muscular, incremento da densidade óssea, fortalecimento do tecido conetivo, incremento da flexibilidade.
       Efeitos metabólicos -, Aumento do volume sistólico, diminuição da frequência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo, aumento da potência aeróbica, aumento da ventilação pulmonar, diminuição da pressão arterial, melhora no perfil lipídico, melhora da sensibilidade à insulina.
       Efeitos psicológicos – Melhora do autoconceito, melhora da autoestima, melhora da imagem corporal, diminuição do estresse e da ansiedade, melhora da tensão musculares da insônia, diminuição do consumo de medicamentos, melhora das funções cognitivas e da socialização.
       Com esses efeitos gerais dos exercícios, tem-se mostrado benefício no controle, no tratamento e na prevenção de doenças, como diabetes, enfermidades cardíacas, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose, artrite, dor crônica e desordens mentais ou psicológicas
       No cérebro, a atividade física estimula a liberação de substâncias como a endorfina, que melhora o funcionamento do sistema nervoso central, proporcionando sensação de bem-estar elevando a auto estima, reduzindo sintomas depressivos e de ansiedade, além de melhorar o controle do apetite.
       Nos pulmões, a atividade física aumenta a rede de pequenos vasos que irrigam os alvéolos pulmonares (estrutura de troca de gases), melhorando o aproveitamento do oxigênio pelo pulmão.
       No coração, há estímulo para uma melhor vascularização (aumento da irrigação do sangue para o próprio coração) o que e garante melhor funcionamento do órgão. A atividade física reduz os fatores de risco para as artérias coronárias, como pressão arterial e colesterol elevados, melhora o funcionamento do coração (para um mesmo esforço, o trabalho cardíaco passa a ser menos) e aumenta a resistência aos esforços físicos.
       Nos músculos, a atividade estimula o desenvolvimento das fibras musculares, fortalecendo a massa muscular, aumentando a flexibilidade e melhorando ou mantendo as outras capacidades físicas.
       Nos ossos, há estímulo para a proliferação dos chamados osteoblastos (células que contribuem para o crescimento do tecido ósseo), reduzindo os riscos de osteoporose e fraturas na velhice.
       Os exercícios tem efeito sobre o organismo se forem realizados com frequência, respeitando intensidade e duração em cada caso. Há uma classificação para organizar esses exercícios:
       Exercícios aeróbios e anaeróbios, que dizem respeito ao principal tipo de metabolismo energético que está sendo utilizado no momento do exercício. Esse aspecto não tem relação com os efeitos salutares dos exercícios. Ambos os tipos de exercícios podem ser graduados para serem suaves, moderados ou intensos.
       Exercícios aeróbios típicos, são contínuos e prolongados, realizados, com movimentos não muito rápidos (corrida, ciclismo, natação). Nesses exercícios, mais a duração e menos as velocidades dos movimentos podem ser manipuladas para caracterizar a atividade como suave, moderada ou intensa.
       Exercícios anaeróbios podem ser basicamente de dois tipos: de velocidade, com ou sem carga (corrida, ciclismo, natação) ou lentos com carga 9 exercícios, tais como musculação com pesos e aparelhos) e sem carga (ginástica localizada).
       Nos exercícios anaeróbios, a fadiga muscular surge mais rapidamente e os exercícios são realizados de forma interrompida, para intercalar períodos de descanso com períodos de atividade. Os exercícios anaeróbios de velocidade não podem ser suaves, pois a demanda de sobrecarga para o organismo será sempre considerável. A atividade é classificada como moderada ou intensa. No entanto, os exercícios anaeróbios lentos podem variar de exaustivos a muito suaves. Neste último caso, impõem sobrecargas menores ao organismo do que os exercícios aeróbios contínuos.
       É importante, porém nas duas formas de trabalhar o exercício físico, que se possa atingir todas as partes do corpo, não restringindo apenas em alguns membros, observando somente parte estética. Abdômen, membros inferiores, superiores devem ser contemplados num programa de exercícios obedecendo tempo e duração.
       Existem uma série de atividades físicas que podem ser realizadas dependendo da necessidade, disponibilidade, recursos, orientação médica ou de nutricionistas, sendo acompanhadas de um profissional/educador físico.
       Para iniciar um programa é preciso analisar o nível de atividade física individual.
       Atividade física leve, para pessoas sedentárias, ou seja, que não praticam qualquer tipo de atividade física, recomenda-se a caminhada. A intensidade deve ficar em torno de 60% a 70% da frequência cardíaca máxima. Esse tipo de atividade deve ser feito de três a quatro vezes por semana.
       Atividade moderada, para pessoas que já praticam alguma atividade física, além da caminhada.  Pode ser uma corrida ou bicicleta. A intensidade deve ficar em torno de 65% a 75% da frequência cardíaca máxima. A duração deve ser de 40 a 50 minutos. Esse tipo de atividade deve ser praticado de três a cinco vezes por semana.
        Atividade simples e de baixo custo é a caminhada. A caminhada é uma prática que apresenta índices quase inexistentes de lesões, portanto é muito proveitosa para todas as idades. Quando caminha regularmente, sente-se melhor, tem mais energia, fica menos estressado, melhora sua autoimagem, aumenta sua resistência ao cansaço e contribui para que todo seu corpo esteja preparado para as atividades do dia a dia.
       As pessoas que se mantém fisicamente ativas, praticando exercícios aeróbios com regularidade, são menos propensas a problemas cardiovasculares, principalmente infartos do miocárdio (ataques cardíacos), do que pessoas inativas. Se considerarmos que alguns fatores de risco de doenças cardíacas começam a aparecer já na infância, então será fácil entender como é importante desenvolver hábitos ativos e bons níveis de aptidão cardiorrespiratória desde cedo. Infarto do miocárdio, é a morte de uma parte do tecido cardíaco devido a obstrução de vasos sanguíneos (isquemia) na área específica. Aptidão cardiorrespiratória é um dos componentes da aptidão relacionada à saúde, refletindo a capacidade dos sistemas respiratório e cardiocirculatório de fornecerem oxigênio para os músculos em exercício.

     
       Fonte:  Para ensinar Educação Física
                    Surrayla Cristina Darido
                    Ed. Papirus, 2007 - SP
      
    



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