ATIVIDADE FÍSICA PERMANENTE – EFEITOS
NO ORGANISMO
Os principais efeitos benéficos da
atividade física e do exercício descritos na literatura estão relacionados a
seguir.
Efeitos antropométricos e
neuromusculares – Diminuição da gordura corporal, incremento da força muscular,
incremento da densidade óssea, fortalecimento do tecido conetivo, incremento da
flexibilidade.
Efeitos metabólicos -, Aumento do volume
sistólico, diminuição da frequência cardíaca em repouso e no trabalho
submáximo, aumento da potência aeróbica, aumento da ventilação pulmonar,
diminuição da pressão arterial, melhora no perfil lipídico, melhora da
sensibilidade à insulina.
Efeitos psicológicos – Melhora do
autoconceito, melhora da autoestima, melhora da imagem corporal, diminuição do
estresse e da ansiedade, melhora da tensão musculares da insônia, diminuição do
consumo de medicamentos, melhora das funções cognitivas e da socialização.
Com esses efeitos gerais dos exercícios,
tem-se mostrado benefício no controle, no tratamento e na prevenção de doenças,
como diabetes, enfermidades cardíacas, hipertensão, arteriosclerose, varizes,
enfermidades respiratórias, artrose, artrite, dor crônica e desordens mentais
ou psicológicas
No cérebro, a atividade física estimula
a liberação de substâncias como a endorfina, que melhora o funcionamento do
sistema nervoso central, proporcionando sensação de bem-estar elevando a auto
estima, reduzindo sintomas depressivos e de ansiedade, além de melhorar o
controle do apetite.
Nos pulmões, a atividade física aumenta
a rede de pequenos vasos que irrigam os alvéolos pulmonares (estrutura de troca
de gases), melhorando o aproveitamento do oxigênio pelo pulmão.
No coração, há estímulo para uma melhor vascularização
(aumento da irrigação do sangue para o próprio coração) o que e garante melhor
funcionamento do órgão. A atividade física reduz os fatores de risco para as
artérias coronárias, como pressão arterial e colesterol elevados, melhora o
funcionamento do coração (para um mesmo esforço, o trabalho cardíaco passa a
ser menos) e aumenta a resistência aos esforços físicos.
Nos músculos, a atividade estimula o
desenvolvimento das fibras musculares, fortalecendo a massa muscular,
aumentando a flexibilidade e melhorando ou mantendo as outras capacidades
físicas.
Nos ossos, há estímulo para a
proliferação dos chamados osteoblastos (células que contribuem para o
crescimento do tecido ósseo), reduzindo os riscos de osteoporose e fraturas na
velhice.
Os exercícios tem efeito sobre o
organismo se forem realizados com frequência, respeitando intensidade e duração
em cada caso. Há uma classificação para organizar esses exercícios:
Exercícios aeróbios e anaeróbios, que
dizem respeito ao principal tipo de metabolismo energético que está sendo
utilizado no momento do exercício. Esse aspecto não tem relação com os efeitos
salutares dos exercícios. Ambos os tipos de exercícios podem ser graduados para
serem suaves, moderados ou intensos.
Exercícios aeróbios típicos, são
contínuos e prolongados, realizados, com movimentos não muito rápidos (corrida,
ciclismo, natação). Nesses exercícios, mais a duração e menos as velocidades
dos movimentos podem ser manipuladas para caracterizar a atividade como suave,
moderada ou intensa.
Exercícios anaeróbios podem ser
basicamente de dois tipos: de velocidade, com ou sem carga (corrida, ciclismo,
natação) ou lentos com carga 9 exercícios, tais como musculação com pesos e
aparelhos) e sem carga (ginástica localizada).
Nos exercícios anaeróbios, a fadiga
muscular surge mais rapidamente e os exercícios são realizados de forma
interrompida, para intercalar períodos de descanso com períodos de atividade.
Os exercícios anaeróbios de velocidade não podem ser suaves, pois a demanda de
sobrecarga para o organismo será sempre considerável. A atividade é
classificada como moderada ou intensa. No entanto, os exercícios anaeróbios
lentos podem variar de exaustivos a muito suaves. Neste último caso, impõem
sobrecargas menores ao organismo do que os exercícios aeróbios contínuos.
É importante, porém nas duas formas de
trabalhar o exercício físico, que se possa atingir todas as partes do corpo,
não restringindo apenas em alguns membros, observando somente parte estética. Abdômen,
membros inferiores, superiores devem ser contemplados num programa de
exercícios obedecendo tempo e duração.
Existem uma série de atividades físicas
que podem ser realizadas dependendo da necessidade, disponibilidade, recursos,
orientação médica ou de nutricionistas, sendo acompanhadas de um
profissional/educador físico.
Para iniciar um programa é preciso
analisar o nível de atividade física individual.
Atividade física leve, para pessoas
sedentárias, ou seja, que não praticam qualquer tipo de atividade física,
recomenda-se a caminhada. A intensidade deve ficar em torno de 60% a 70% da
frequência cardíaca máxima. Esse tipo de atividade deve ser feito de três a
quatro vezes por semana.
Atividade moderada, para pessoas que já
praticam alguma atividade física, além da caminhada. Pode ser uma corrida ou bicicleta. A
intensidade deve ficar em torno de 65% a 75% da frequência cardíaca máxima. A
duração deve ser de 40 a 50 minutos. Esse tipo de atividade deve ser praticado
de três a cinco vezes por semana.
Atividade simples e de baixo custo é a
caminhada. A caminhada é uma prática que apresenta índices quase inexistentes
de lesões, portanto é muito proveitosa para todas as idades. Quando caminha
regularmente, sente-se melhor, tem mais energia, fica menos estressado, melhora
sua autoimagem, aumenta sua resistência ao cansaço e contribui para que todo
seu corpo esteja preparado para as atividades do dia a dia.
As pessoas que se mantém fisicamente
ativas, praticando exercícios aeróbios com regularidade, são menos propensas a
problemas cardiovasculares, principalmente infartos do miocárdio (ataques
cardíacos), do que pessoas inativas. Se considerarmos que alguns fatores de
risco de doenças cardíacas começam a aparecer já na infância, então será fácil
entender como é importante desenvolver hábitos ativos e bons níveis de aptidão
cardiorrespiratória desde cedo. Infarto do miocárdio, é a morte de uma parte do
tecido cardíaco devido a obstrução de vasos sanguíneos (isquemia) na área
específica. Aptidão cardiorrespiratória é um dos componentes da aptidão
relacionada à saúde, refletindo a capacidade dos sistemas respiratório e
cardiocirculatório de fornecerem oxigênio para os músculos em exercício.
Fonte:
Para ensinar Educação Física
Surrayla Cristina Darido
Ed. Papirus, 2007 - SP
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